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ATA DA REUNIÃO DO GRUPO DE AÇÕES DEFINIDAS
MEIO AMBIENTE – CIESP REGIONAL DE SANTOS/SP.


Data da reunião: 02 de fevereiro de 2006.
Local: Ciesp Regional de Santos



Pauta:

1* Análise das observações feitas sobre a Ata da Reunião do dia 10.11.2005;
2* Palestra da Interport sobre Usinas de Processamento de Detritos;
3* Elaboração de uma Cartilha Ambiental Portuária;
4* Assuntos Gerais.

Presentes:

Nome Empresa/Entidade E-mail
Alexandra F. P. Sampaio Unisanta - Ecomanage canastra@unisanta.br

Alexandre Weber

PSB weber@carrier.com.br
Ana Patrícia Arantes

Tuim Ambiental

anipaty@yahoo.com.br
Andrea Guelheri Santos Brasil S.A. institucional@santosbrasil.com.br
Antônio Eduardo Poleti Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro

poleti@agenciacosteira.org.br

Arlindo Manoel Monteiro CODESP

qualidade@portodesantos.com.br

Cláudio Lopes Tosta

Inteligência Ambiental - OAB

ctosta@inteligenciaambiental.com.br

Costança Belchior

USP - Ecomanage belchiorcc@aol.com
Fábio Giornado Unisanta - Ecomange giordano@unisanta.br
Fábio Nunes Biólogo/Vereador

proffabiao@proffabiao.com.br

Gilmar Zanatta Interport interportcom@aol.com

Gislene Beijo Vasconcelos

Santos Brasil S.A. gb-vasconcelos@uol.com.br
Ícaro Cunha Unisantos/Agência Costeira icarocunha@unisantos.br
Luciana Cunha Cordeiros Técnica em Secretariado SENAC lucianaragghianti@hotmail.com
Marco A. Moregola Metalock Brasil

moregola@iron.com.br

Marco Antônio Batan Unisantos/Agência Costeira cla@bignet.com.br
Orlando Silva ABPPP orlandosilvafilho@hotmail.com
Patrícia Carmina Santos Técnica em Nutrição quality@santosbrasil.com.br
Renata

Marketing/CIESP Santos

marketing@ciespsantos.com.br
Ronaldo de Souza Forte Santos Brasil S.A. – CIESP – FIESP (DEPAR)

institucional@santosbrasil.com.br

Rosicler Falcão

Técnica em Nutrição

nicler@ig.com.br
Sérgio Ojima Ciesp – São Paulo sojima@ciesp.org.br

Tamara Gakija

Arquiteta/Agem agembs@uol.com.br


A reunião teve início às 16:15 horas do dia 02 de fevereiro de 2006, após as apresentações e trocas de informações. A Ata da reunião do dia 10.11.2005, já disponibilizada, foi aprovada sem revisão e observações dos participantes.

O Sr. Gilmar Zanatta, da Interport, foi apresentado aos participantes e proferiu palestra sobre: “Soluções em Usinas para o Processamento de Detritos Municipais, Hospitalares e Industriais”, destacando-se os seguintes pontos:

A INTERPORT é uma empresa brasileira fundada em 1990, que tem por objetivo oferecer soluções em usinas para o processamento de detritos municipais, hospitalares e industriais, com representação exclusiva da SEFICO para o Brasil e outros paises.

A SEFICO é uma empresa americana fundada em 1961, que tem por objetivo o desenvolvimento de projetos e tecnologias na área do meio ambiente em especial usinas de processamento de detritos.


A tecnologia utilizada para soluções em Usinas para o Processamento de Detritos Municipais, Hospitalares e Industriais é por meio de Leito Fluidizado.

 

CARACTERÍSTICAS DA SOLUÇÃO

Tecnologia que elimina de forma eficiente todos tipos de detritos sem produzir odores.
* Tecnologia com sistema de última geração no tratamento dos gases de combustão, não produzindo poluentes.
* Recicla automaticamente o ferro e o alumínio durante o processo, onde não se requer pré-seleção.
* Permite a geração de energia e/ou dessalinização de água.
* Reduz em 97% (volume e peso) os detritos sólidos.
* Produz material inerte para ser utilizado na recuperação de estradas ou como aditivo para concreto.


TIPOS DE DETRITOS PROCESSADOS

Municipais; Industriais; Tóxicos; Hospitalares; Patogênicos; Pneus; Plásticos; Hidrocarbonetos;
Sólidos; Líquidos e Lodo.

 

TECNOLOGIA – LEITO FLUIDIZADO

* O sistema de combustão por leito fluidizado utiliza um leito aquecido de areia como material suspenso, dentro de uma coluna de ar para queimar vários tipos e classes de detritos.

* A ação do atrito no material do leito nas partículas dos detritos intensifica o processo de combustão formando dióxido de carbono e um resíduo liquido em camadas que se formam em torno das partículas dos detritos.

* A temperatura utilizada no processo varia entre 840ºC e 960ºC.

* As emissões dos efluentes gasosos atende e excede a todas as normas ambientais vigentes.

* Produz como resultado final do processo, 3% de resíduo totalmente inerte e estéril.

* As usinas de processamento de detritos não causam qualquer tipo de poluição ambiental podendo ser instaladas próximas às áreas urbanas.

 

CONVERSÃO TÉRMICA

 

* A Conversão Térmica é uma tecnologia de processamento de detritos, através de processos de pré aquecimento, gaseificação, pirólise, fundição e filtragem, reduz qualquer tipo de detrito a 3 % de material inerte, sem liberação de gases poluentes para a atmosfera.

 

 

PRÉ AQUECIMENTO

 

* Na câmara de Pré Aquecimento o ar aquecido a 350º C proveniente do Recuperador tem a função de remover a umidade dos detritos e aquecê-los para a fase seguinte.
* Para que não haja perda de temperatura e fuga de gases e odores, esta câmara possui um sistema de portas bloqueadoras em dois estágios.
*Os detritos são alimentados por um transportador selado e seguem para a próxima câmara por gravidade.


GASEIFICAÇÃO

 

* Na câmara de Gaseificação o ar aquecido a 500º C, proveniente do Trocador de Calor, tem a função de separar os gases dos detritos.
* Os gases seguem para a câmara de Fundição e os detritos para a câmara Pirotérmica.

 

 

PIRÓLISE

 

* Na câmara Pirotérmica os detritos são processados a 1200º C e desintegrados a seus elementos químicos básicos alterando sua estrutura original.

 

 

FUNDIÇÃO

 

* Na câmara de Fundição os elementos químicos básicos provenientes da câmara Pirotérmica e os gases provenientes da Gaseificação são processados a 1700º C, sendo totalmente transformados em material inerte e o restante dos gases passam para a câmara de Filtragem.

 

 

FILTRAGEM

 

* Na câmara de Filtragem os gases passam e são filtrados pelos resíduos inertes que se encontram na seção de pós queima.

 

* O material inerte vai para um transportador que o leva para estocagem.

 

* Os efluentes gasosos são utilizados para realimentar o trocador de calor, a caldeira e o recuperador, o excedente é eliminado na atmosfera através da chaminé que possui controladores de emissões.

 

Foi esclarecido pelo palestrante que existe uma diferença entre conversão térmica e incineração tradicional e salientou que somente em Malta existe uma unidade móvel de Processamento de Detritos.

 

 

Conversão Térmica:

 

- Não é necessária a pré-seleção
- A maior parte dos resíduos conhecidos são destruídos
- Se for necessário podem ser economicamente recicladas
- Temperatura de operação de 1700ºC
- Processo de Reação Piro Térmico
- Muito baixo o emprego de refratários
- Redução de 97% no peso dos resíduos
- Resíduo final granulado estéril/inerte

Incineração Tradicional:

- Os não combustíveis sobram
- Somente sólidos e combustíveis
- É necessário o uso de Estações de Transferência
- Usualmente 1000ºC, máximo 1200ºC
- Processo de Combustão simples
- Elevado uso de refratários, alto custo
- Redução de 60-70% no peso
- Os não incinerados, ou seja os resíduos requerem tratamento posterior (Ex. Tratamento Químico).

 

Conforme previsão (não oficial) da CODESP, o Porto de Santos, apresenta 900 mil toneladas de passivo ambiental.

 

Terminada a Palestra os participantes do GAD de Meio Ambiente levantaram vários questionamentos, entre os quais:

 

a) Se já existe licenciamento da CETESB para instalação de tais usinas?
Foi esclarecido que ainda não, entretanto, existe uma perspectiva de concessão de licença ambiental no prazo mínimo de 06 meses a um ano.

 

b) Se este novo processamento de detritos não prejudicaria a coleta seletiva já existente?
Fomos orientados que não existe nenhuma incidência de prejuízos.

 

c) Se houve alguma restrição ambiental para a instalação das Usinas de Processamento de Detritos.
Disseram que até o momento não houveram quaisquer restrições.

 

d) Qual o risco operacional das Usinas de Processamento de Detritos.
Informou-se que na há risco operacional.


O Sr. Orlando Silva da ABPPP – Associação Brasileira de Parcerias Público Privada, afirma que há necessidade de consolidarmos uma Parcerias Público Privada com o Município a fim de que a instalação de uma Usina de Processamento de Detritos seja aprovada no Município.

 

Entretanto, até hoje nenhuma PPP teve andamento tendo em vista não adquirirem garantias por meio do “Fundo Garantidor”, que é um modo de reduzir riscos, destinado a honrar compromissos do órgão do Setor Público, com seus parceiros em projetos de infra-estrutura considerados prioritários. O alvo essencial desse fundo é assegurar a continuidade no fluxo de investimento.

 

O Dr. Ronaldo Forte sugeriu o estudo da possibilidade de um convênio com a própria CETESB, assim ela teria o controle destas Usinas de Processamento.


O Dr. Ronaldo sugeriu ainda à Inteport, se possível, formalizar a intenção de implantação das Usinas de Processamento de Detritos para que possa demonstrar o projeto à CIESP/FIESP Regionais de Santos, visando que estas entidades, procedam às análises e estudos, gerando eventuais fornecedores, buscando uma orientação à nossa região da viabilidade do projeto.

 

Sobre o item 3 da Pauta, a coordenadora do GAD questionou se o grupo teria sugestões para a elaboração de uma Agenda Ambiental Portuária ou algo neste sentido.

O Prof. Ícaro da Unisantos, disse que já está sendo desenvolvida uma Agenda Ambiental Portuária pela Unisantos e serão criadas oficinas para debates com as entidades profissionais.

Após alguns debates, chegou-se a conclusão para elaboração de um PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PORTUÁRIO, em vez da instituição de uma Agenda.

Como ponto de partida, deveremos utilizar os caminhoneiros, pois conforme informações, temos, aproximadamente, 3 mil caminhoneiros/dia, no porto, sendo que em época de safra, chega-se a ter 8 mil caminhoneiros/dia.

 

O Prof. Fábio Giordano da Unisanta disse que contribuiu com o Projeto do SEST/SENAT sobre este assunto e poderá disponibilizar um estudo para nosso GAD.

 

Foi observado que a Prefeitura de Guarujá, a CODESP e um Grupo de empresários da margem esquerda, contrataram a “Logit” e o relatório profissional prevê, movimentação naquela área atual e para os próximos 5 e 10 anos com alternativas de soluções que deverão merecer análises e estudos pelo GAD – Grupo de Ações Definidas.

 

O Sr. Sérgio Ojima do CIESP – SP encaminhou convite para o WorkShop – Reuso Urbano e Industrial dos Recursos Hídricos – que será realizado dia 08 de fevereiro de 2006 às 08:30 horas no CIESP – São Paulo – Av. Paulista 1313 – Salão Nobre – Isento de Taxa de Inscrição – Inscrições pelo e-mail: abbaabbate@terra.com.br


O Dr. Cláudio Tosta disse que poderá colocar o auditório da OAB Santos à disposição, para trazer este WorkShop para a Baixada Santista. O Sr. Sérgio Ojima irá manter entendimentos para realização lá ou na própria sede do CIESP – Santos.


A reunião foi encerrada às 18:30 horas, lavrando-se Ata para registro dos assuntos tratados e das deliberações adotadas, tendo a Coordenação agradecido a presença de todos e estabelecendo que na próxima reunião, que será futuramente agendada, será abordado o andamento do nosso Programa de Educação Ambiental Portuária.

Andrea Guelheri
Coordenadora do GAD Meio Ambiente
CIESP Regional de Santos/SP

Ciesp Santos

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Mongaguá
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Peruíbe
 


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